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Fórum Mundial da Água pede atenção

A preocupação com a contaminação e desperdício das águas superficiais, os líderes técnicos e governamentais, reunidos em Kyoto, no 3º Fórum Mundial da Água, lançaram um alerta sobre a grave situação dos aqüíferos. Embora cerca de 1,5 bilhões de pessoas dependam, hoje, das águas subterrâneas para abastecimento, ainda faltam políticas de conservação dos aqüíferos, capazes de garantir a necessária recarga e controle da contaminação.

Os casos mais graves são dos aqüíferos dos Estados Unidos, México, Índia, China e Paquistão, mas também há crise em algumas partes da Europa, África e Oriente Médio. De acordo com os números apresentados pelo Conselho Mundial da Água, atualmente existem cerca de 800 mil reservatórios e represas, grandes e pequenos, em todo o mundo, para armazenar água de abastecimento. Através deles, porém, controla-se apenas um quinto do escorrimento superficial da água de chuva do planeta.
O resto vai parar no mar, sobretudo no caso de bacias hidrográficas extremamente Impermeabilizadas, ao longo das quais as cidades, estradas e mesmo determinadas práticas agrícolas inviabilizam a penetração de parte das chuvas no solo, ou a chamada recarga dos aqüíferos. Para reverter os problemas decorrentes desta falta de reposição natural – aliada à super exploração ou contaminação de aqüíferos – alguns países estão reabilitando velhas práticas ou adotando novas leis e medidas de emergência. Um dos exemplos de sucesso, citados durante o fórum, é o da Índia, que reformou 300 mil poços para possibilitar a infiltração da água de chuva através deles. Além disso, foram construídas diversas estruturas de pequeno e médio porte para captar água de chuva e fazê-la infiltrar no solo. No sul do país, pelo menos 200 mil tanques de irrigação, a maioria deles com mais de 100 anos, foram transformados para receber água.
Como resultado, numa área de 6.500km2, pequenas minas e nascentes secas voltaram a verter água. Também estão sendo reabilitadas as velhas cisternas para captação doméstica de água de chuva, que haviam sido substituídas nos tempos modernos por água encanada. No México, a super exploração do aqüífero Hermosillo obrigou à edição de uma lei especial, em 1992, segundo a qual cada habitante tem uma cota de água, que pode ser negociada.
Muitos fazendeiros, apesar de ter reduzido o uso de água subterrânea para irrigação, foram inicialmente obrigados a comprar cotas extras. Diante dos custos proibitivos, gradativamente acabaram com as culturas irrigadas de alto consumo de água como milho e feijão e passaram a produzir uvas ou abóboras, de maior valor agregado por litro de água consumida. Em dez anos, a lei conseguiu reduzir o consumo das águas do Hermosillo em 50%.
Na África do Sul, a disseminação de uma erva daninha exótica foi identificada como a causa do aumento de consumo de água, detectado em uma área de 10 milhões de hectares. Muito agressiva, a erva exótica tomou o lugar de algumas plantas nativas, consumindo 7% a mais de água dos solos. Uma força tarefa de 42 mil homens foi mobilizada para combater a erva invasora, num programa chamado “Working for Waters” (Trabalhando pela Água).
Estima-se que eles tenham pelo menos 20 anos de trabalho pela frente até erradicar a erva. Nos Estados Unidos, alguns subsídios agrícolas ainda favorecem a irrigação, conduzindo ao desperdício de água. Para proteger os aqüíferos nortes americanos, tais subsídios terão de ser revistos e a população deverá pagar mais por frutas e vegetais domésticos ou algodão, arroz e cana-de-açúcar, que lá são culturas dependentes de irrigação.
“A reforma mais importante nas políticas de recursos hídricos, por nós recomendada, é um ajuste de preços que torne o custo de recuperação sustentável”, continua Seralgedin. “Fazendeiros, indústrias e consumidores se acostumaram à água gratuita ou subsidiada, tanto nas nações ricas como nas pobres, o que deturpou o uso da água e levou à super exploração e ao desperdício dos aqüíferos”.

Protótipo do jogo da água

Temáticas que vão além das disciplinas tradicionais dos currículos escolares podem e devem ser discutidas nas escolas. E os jogos educativos têm muito a colaborar com isso. Mais do que competitivos, eles estimulam o debate com os alunos sobre temas que não podem ser incorporados apenas aos conteúdos de química, física, biologia, história ou literatura.
 
Em um estudo iniciado há cinco anos, pesquisadores do Centro de Educação em Ciências (CEC) do Museu da Vida da Fiocruz constataram a carência da temática sobre meio ambiente em jogos para o público infanto-juvenil. E não pararam por aí. Resolveram eles mesmos desenvolver o material. Depois de um vasto levantamento, um protótipo de jogo de perguntas e respostas que explora o tema da água está sendo testado.
Estudantes do curso de pedagogia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), do campus de São Gonçalo, estiveram na Fiocruz na segunda-feira (15/12) para testar o protótipo. Antes deles, monitores do Museu da Vida já haviam aprovado o jogo. A próxima fase será submetê-lo a alunos de quarta a oitava série do ensino fundamental, público-alvo do Jogo da Água.
As perguntas abordadas no jogo foram elaboradas a partir de sete categorias - curiosidades; propriedades da água; biodiversidade; meio ambiente e saúde; rios, mares e oceanos; cotidiano rural e urbano; e Agenda 21 - e distribuídas em duas fases, com diferentes níveis de dificuldades. A primeira fase é individual e composta por três tabuleiros jogados simultaneamente por até quatro participantes em cada. Essa fase é mais competitiva e exige agilidade dos participantes. Há questões sobre músicas, história, ditados populares, poesias, mitologia, cultura popular, charadas, e uma série de situações que envolvem o cotidiano. Ao final, os alunos sorteiam peças de quebra-cabeças, que formarão os grupos para a próxima etapa quando encaixados.
Formados quatro grupos, começa a segunda fase do jogo, que contempla perguntas mais elaboradas, sobre as quais os participantes devem discutir. Nessa fase, é utilizado um tabuleiro maior, com quatro caminhos que representam as distintas situações em que a água pode ser encontrada. Nessa etapa, são incorporadas as cartas desafio, que exige a reflexão e a troca de experiências entre os participantes de cada grupo. Ganha o grupo que acumular a pontuação mais alta, respondendo corretamente as perguntas, no decorrer de todas as fases do jogo.
"O jogo facilita o diálogo sobre a temática da água. Através das perguntas-desafio o aluno não recebe a informação pronta, mas discute o assunto. As respostas não são só certas ou erradas, cada um tem a oportunidade de apresentar seu ponto de vista. Em um ambiente como a escola ou o museu, em que muitos vêm de comunidades diferentes, o debate se torna mais rico e interessante", diz a pesquisadora Carla Gruzman, uma das criadoras do jogo.
Juntamente com o jogo, a equipe também está produzindo um caderno para o professor, que vai servir de guia para a pessoa que está fazendo a mediação com os alunos. Nele, será incluído um glossário, uma lista de sites sobre o tema e sugestões de atividades paralelas que possam ser realizadas para ampliar a potencialidade do jogo. "Nosso trabalho é amplo, mas não esgota o tema da água. Seria interessante que os professores também fizessem sugestões de perguntas que possam ser incorporadas ao jogo e principalmente que tragam elementos comuns do cotidiano de sua região", comenta Carla.
O protótipo foi desenvolvido por uma parceria entre o CEC e o Centro de Criação, núcleo de design do Museu da Vida, e é um dos resultados do projeto Teoria e prática no uso de materiais concretos em educação científica e em e saúde, do Programa de Apoio à Pesquisa Estratégica II (Papes). Além de Carla, participaram do projeto Bianca Reis, Vânia Rocha, Iloni Seibel e Luis Antônio de Saboya.

Águas Minerais Naturais Gasocarbónicas

Águas Minerais Naturais Gasocarbónicas: conheça os benefícios
São vários os nutrientes que enriquecem naturalmente uma água mineral durante o seu percurso subterrâneo.
Cálcio, o magnésio e o bicarbonato são alguns desses elementos essenciais.
Conheça os benefícios das água minerais naturais gasocarbónicas.
 
E saiba assim porque as deve incluir nos seus hábitos alimentares!
Características únicas

Cálcio – Essencial na manutenção óssea e prevenção da osteoporose
O Cálcio é o mineral mais abundante no nosso organismo e essencial na maior parte das actividades celulares, desempenhando um papel importante na qualidade dos ossos e dentes, na contracção do coração ou na coagulação do sangue. Apesar de fazer parte da estrutura dos ossos, cerca de 700 mg de cálcio entram e saem desta matriz óssea diariamente para cumprir as diferentes tarefas que lhe são atribuídas.
O cálcio presente em algumas águas minerais pode ajudar a manter a ingestão adequada deste mineral, a par de uma alimentação equilibrada onde se encontram lacticínios, vegetais verdes, peixe e leguminosas como o grão e o feijão.
Uma alimentação rica em cálcio previne e retarda o aparecimento de várias doenças, nomeadamente, a osteoporose, caracterizando-se por uma perda de massa óssea, que pode traduzir-se em inúmeras fracturas. Sendo frequente nas mulheres (por apresentarem menos massa óssea que os homens), especialmente nas mulheres pós-menopáusicas (devido, essencialmente, à redução dos estrogénios).
Uma alimentação rica em cálcio previne e retarda o aparecimento deste tipo de complicações. Assim, a ingestão de uma água que contenha 103 mg/L de cálcio (caso da água “Pedras Salgadas”), quando associada a uma alimentação rica em cálcio pode contribuir para a prevenção da osteoporose.

Magnésio - Reduz a pressão arterial e previne a doença cardiovascular e diabetes
O magnésio actua sobre mais de 300 reacções bioquímicas no nosso organismo. Apesar de se relacionar tradicionalmente com o sistema nervoso e muscular, pois actua como relaxante muscular e contribui para lutar contra a fadiga, nos últimos anos tem vindo a ser relacionado com a prevenção e evolução da hipertensão e diabetes. Os mais idosos são um dos grupos mais vulneráveis à carência de magnésio pois a absorção diminui com o avançar da idade.
O consumo regular de hortaliças e pão mais escuro é importante para a ingestão adequada deste importante mineral. O consumo de água com teores mais elevados de magnésio é também uma boa maneira de ajudar a ingerir a quantidade diária deste nutriente, pois o magnésio dissolvido na água é bem absorvido pelo organismo.

Bicarbonato – Facilita a digestão

O bicarbonato é um nutriente presente em quantidades elevadas em algumas águas e na maior parte dos fluidos do nosso organismo. Quando os alimentos e líquidos chegam ao estômago, o bicarbonato secretado actua como uma das primeiras barreiras protectoras ajudando a combater a excessiva acidez produzida por alguns alimentos, nomeadamente pelo consumo excessivo de proteínas. Dá uma ajuda importante no processo digestivo e diurético.
Uma ingestão adequada de água rica em gás e bicarbonatos ajuda a prevenir a formação de cálculos renais e facilita o processo digestivo. A presença do bicarbonato em quantidades adequadas na circulação sanguinea do desportista é um factor que poderá ajudar a recuperar mais rapidamente do seu esforço ao contribuir para a elevação do pH sanguíneo. A origem da água mineral
natural gasocarbónica A água cobre ¾ do planeta e encontra-se em constante movimento. Das nuvens passa para os solos através da chuva e daqui para os lagos e oceanos, evaporando de novo. Este ciclo movimenta os 1400 milhões km3 de água existente no planeta.
Para além deste ciclo da água, bem visível e estudado, existe um outro menos conhecido. Cerca de 11% da água das chuvas consegue penetrar nos solos arenosos e graníticos. Aí encontra diversos obstáculos que ultrapassa lenta e obstinadamente, fruto da força da gravidade que a empurra até à fonte.
Este percurso subterrâneo, que pode demorar muitas dezenas de anos, filtra de forma natural a águas das chuvas retirando-lhe todas as suas impurezas. Por outro lado, o contacto prolongado com os minerais das rochas calcárias e graníticas adiciona-lhe os elementos mais nobres que caracterizam as águas – os seus sais minerais. Por exemplo, o carbonato de cálcio existente nas rochas calcárias é dissolvido à passagem das águas subterrâneas ricas em dióxido de carbono, enriquecendo naturalmente as águas minerais.
Durante este trajecto, algumas águas conseguem misturar-se com o dióxido de carbono, proveniente das zonas rochosas mais profundas e puras da natureza, produzindo um borbulhar característico e totalmente natural. São as águas minerais naturais gasosas. Carregadas de gás natural e de preciosos nutrientes, como o cálcio, o magnésio ou o bicarbonato, este tipo de águas pode chegar até nós dentro de uma garrafa de água mineral.
Assim, as águas minerais, ao serem recolhidas num determinado local e aí embaladas imediatamente, sem qualquer intervenção química, podem considerar-se naturalmente tratadas pela natureza e dotadas de uma composição mineral que não se repete.
Os locais de captação das águas minerais e todo os terrenos e respectivos ecossistemas que o rodeiam são submetidos a uma vigilância ambiental excepcional para evitar qualquer tipo de contaminação externa que possa influenciar as propriedades físicas e químicas das águas.
As actividades poluentes são totalmente proibidas neste perímetro e a vigilância aos fogos é reforçada pois qualquer destruição do coberto vegetal poderá implicar a contaminação das águas mais profundas.